B3 comunica exclusão da Vale da carteira do ISE

A B3 informou que as ações da mineradora Vale deixarão de integrar a carteira de seu Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), a partir de 12 de fevereiro de 2019, inclusive. A decisão, tomada em reunião ordinária do Conselho Deliberativo do ISE (CISE) em 7 de fevereiro, leva em conta os efeitos do desastre ocorrido em 25 de janeiro no município de Brumadinho – MG.

“A decisão do Conselho não deve ser tomada como pré-julgamento das responsabilidades da companhia, mas decorre da aplicação do disposto no Regulamento do ISE e na sua metodologia, a qual estabelece que “serão excluídos da carteira os ativos que forem de emissão de uma empresa cujo desempenho de sustentabilidade, no entendimento do CISE, tenha sido significativamente alterado em função de algum acontecimento ocorrido durante a vigência da carteira”, diz o comunicado divulgado pela B3.

Com dificuldades para bater meta atuarial, instituto quer trocar fundos de ações de pior desempenho

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Com a redução da taxa Selic a Manaus Previdência tem encontrado maior dificuldade para alcançar a meta atuarial. Por conta disso, o instituto está fazendo uma reavaliação de seus fundos de ações com rentabilidade inferior a outros fundos de igual estratégia. “Levamos ao comitê de investimentos os fundos que estão deixando a desejar e vamos fazer resgate para aplicar em fundos com desempenho melhor”, explica o superintendente de investimentos do RPPS, Flavio Castro. “Já temos em torno de 7 fundos de ações em nossa carteira e não queremos aplicar em fundo novos, e sim investir esses recursos em fundos que já estão na carteira. Serão cerca de R$ 8,7 milhões resgatados para distribuir em outras estratégias”, destaca

O comitê de investimentos da Manaus Previdência também decidiu, no ano passado, diversificar a carteira do instituto apostando mais em fundos de ações e multimercados. “A renda fixa está com rentabilidade cada vez menor, e naquela oportunidade traçamos o objetivo de colocar 13,5% em ações e 8% em multimercado. Hoje temos 14% em ações e 5% em multimercados”, diz Castro. Ele salienta que ao longo do exercício de 2018 o RPPS vai apostar em fundos multimercado, tentando buscar uma rentabilidade melhor. “Temos 4 fundos desse segmento e a ideia é distribuir os recursos entre eles”, complementa.

 

Edital para novos gestores - O RPPS também está remodelando o edital de credenciamento para seleção de novo gestores, criando critérios um pouco mais rígidos para as intuições. “Para nos dar mais segurança e solidez na seleção, estabelecemos que gestoras serão credenciadas se tiverem pelo menos R$ 6 bilhões de recursos sob gestão, e administradoras, no mínimo R$ 3 bilhões de recursos administrados. Criamos essa linha de corte, pois casas muito pequenas por não trazerem solidez ou não transmitem muita segurança”, destaca Castro.

O instituto também passou a exigir um rating mínimo de acordo com a agência classificadora de risco, além da documentação habitual e também uma análise sobre também os gestores pessoa física. “O edital de credenciamento está em fase de adaptação e no momento está suspensa a possibilidade de novos credenciamentos. Uma vez publicado, devemos ter novos processos seletivos, mas dentro desses novos critério”, diz Flavio Castro.