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Instituto de Previdência de Campinas estuda criação de banco digital para servidores

José Ferreira Campos Filho CamprevO Instituto de Previdência Social do Município de Campinas (Camprev) estuda a criação de um banco digital para oferecer crédito aos seus participantes nos próximos meses. O presidente do RPPS, José Ferreira Campos Filho, explica que a necessidade de alternativas de oferta de crédito mais barato aos aposentados e pensionistas que se utilizam da modalidade de empréstimo consignado em folha de pagamento foi a principal motivação que fez o instituto planejar a iniciativa.

“O Camprev tem o controle da folha de pagamento dos segurados, aposentados e pensionistas de Campinas, assim como o controle das margens de empréstimo. Então estaremos inicialmente fazendo o controle via aplicativo de celular, onde serão oferecidos os serviços, desde empréstimos consignados até o controle próprio da folha de pagamentos”, explica Campos.

 

Renda variável – Além da iniciativa na área financeira, o Camprev também busca novas opções para rentabilizar sua carteira de investimento. “O cenário que prevemos para 2018 baseia-se no acompanhamento do Relatório Focus, publicado pelo Banco Central”, diz o presidente do Camprev. Segundo o dirigente, a tendência é que a Selic permaneça abaixo dos 7% durante o ano, com uma inflação próxima da meta de 4,5%, o que implica numa redução da rentabilidade dos fundos de renda fixa. Por outro lado, a projeção do Focus para o PIB em 2018 está em 2,7%. “Nesse contexto de taxas de juros baixas e crescimento da atividade econômica, a renda variável aparece como uma das principais possibilidades para aumentar as expectativas de ganho”.

O presidente do Camprev diz que o aumento da exposição da carteira do instituto em renda variável é visto como necessário, o que deve ocorrer principalmente via fundos de ações com estratégia livre e multimercados. “Por outro lado, é provável que o cenário político traga volatilidade aos investimentos”, observa Campos.  Como forma de reduzir os riscos da conjuntura brasileira, o instituto de campineiro estuda fundos de investimento com exposição a riscos globais. “Por não estarem diretamente ligados ao cenário local, estes fundos representam uma diversificação do risco total da carteira. Uma possibilidade bastante forte é investir em fundos que garantam a proteção do capital, tanto nos momento de baixa quanto de alta do mercado”, afirma Campos. “Precisamos diversificar a carteira como forma de melhorar a relação entre retorno e risco”.

 

Renda fixa - Já na renda fixa, uma opção é optar por fundos de gestão ativa, nos quais o gestor escolhe para  a carteira do fundo títulos com vencimentos que possuem maior potencial de rentabilidade em função do cenário projetado para a curva de juros e para a inflação. “Também se destacam os fundos de crédito privado, que irão permitir uma rentabilidade adicional ao CDI”, prevê o especialista.

 

Meta - Em 2017 a carteira de investimentos do Camprev fechou com uma rentabilidade de 9,88%, superior à meta atuarial (equivalente à IPCA mais 4% ao ano), que ficou em 6,95%. A principal contribuição para o retorno obtido no ano passado foi dos fundos de renda fixa de inflação, em especial os que possuem títulos de prazos mais longos. “Quando há um cenário de redução da taxa de juros, como ocorreu em 2017, esses fundos se valorizam e trazem rentabilidade para a carteira de investimentos” explica Campos.